ImagemO MRE soltou uma nota ontem no Facebook comentando as últimas decisões do governo brasileiro em relação ao sanguinário Presidente da Síria e a situação de calamidade humana deste pequeno país, onde todos os dias morrem dezenas de civis, entre eles muitas crianças, assassinadas pelas forças leais a este ditador.

A ONU até quer fazer uma ação enérgica, mas China e Rússia bloqueiam estas iniciativas no Conselho de Segurança da ONU, aproveitando-se do poder de veto que lhes caiu dos céus, e da condição de fiadores militares do ditador sírio.

O que não dá para entender é a tibieza da diplomacia brasileira, que insiste em achar que tudo vai se resolver através do diálogo, repetindo erros do passado recente, em que o Brasil passou vexame. O caso Brasil-Turquia-Irã foi de uma sem-vergonhice a toda prova, e resultou em nada vezes nada! O apoio ao Manuel Zelaia de Honduras também foi outro fiasco. No caso da Síria, o que dói é ver diariamente nos jornais os relatos e as fotos da população civil sendo massacrada, e saber que o governo brasileiro insiste no mundinho do faz-de-conta.

Ambicionamos maior poder no FMI, ambicionamos um assento no Conselho de Segurança da ONU. Porém, a inoperância brasileira frente ao holocausto sírio só nos afasta cada vez mais dos grandes centros de poder mundial. Ser líder mundial implica assumir riscos, tomar decisões, posicionar-se objetivamente diante dos fatos, e não apenas jogar para a arquibancada, esperando ganhar o troféu fair-play.

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