Na base do IRPF/2012, entre os brasileiros com bens e direitos acima de 1,5 Milhões, estão 406 mil declarações do IRPF e um patrimônio autodeclarado de 2,4 Trilhões de Reais.
Admitindo-se como premissa a regra do 80 X 20 (na verdade, ajustei para 65 X 20), seria razoável admitir que 21 Mil declarantes acumulam patrimônio de 1,5 Trilhões de Reais. Isto equivale a 30% do PIB de 2012, e um imposto de apenas 1% sobre este patrimônio geraria uma arrecadação bruta de 15 Bilhões de Reais.
Estes 15 Bilhões de Reais poderiam desonerar mais de 3 milhões de contribuintes da primeira faixa de renda, justamente aquela mais carente, e que só está recolhendo IRPF na fonte devido à defasagem na correção da tabela do IRPF nos últimos anos da funesta administração Mantega.
O caminho é por aí? Se assim fosse, a ideia é realmente compensar os mais pobres pela taxação dos mais ricos, ou o governo somente arrecadaria mais? Em ambos os casos, sou a favor do IGF. Agradeço seus comentários.
Professor Wiliam Rangel – Rio de Janeiro
Mestre em Economia Empresarial – UCAM

José Luis Oreiro

Ver o post original